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Começámos como um projecto de música dixieland. No início até comprámos um banjo que um de nós aprendeu rapidamente a tocar (olá, Zé Carlos!). Em lugar do clarinete havia um sax soprano a tocar à Bechet, mas não haviam outros sons identificadores do estilo, como o trompete, o trombone e um piano de parede com problemas de afinação que pudéssemos transportar na mala de um carro. Ainda assim, ficou desse projecto inicial um dos pilares do repertório e que aqui se documenta. Permaneceu também a ideia de um projecto com claros intuitos de entretenimento e apelo à dança e a mesma atitude multicultural que nos havia de levar à procura de outros dos nossos gostos musicais. Foi assim que surgiram os estilos klezmer e gypsy, também eles música de dança nas suas origens. A outras songs do repertório da Tin Pan Alley fomos juntando um maior aprofundamento na abordagem dos blues e da escola de New Orleans que, diz-se, foram fonte do maior caudal das origens do jazz. Tudo isto para fazer uma MÚSICA AVULSA, qual viagem virtual pelas culturas de outros povos do mundo. Aliás, a abertura a outras músicas só não foi maior porque todos nós temos em paralelo outros projectos que vamos mantendo activos, uns nas músicas latino-americanas, outros noutros jazz's, outros ainda na música popular da nossa região, do país ou mesmo de outras lusofonias. Com a chegada recente da voz talentosa, de timbre fresco e colorido jovem, a Arcada Café Orchestra ganhou outro calor e a sua actual configuração. Porventura, ganhou também mais glamooouuuur, como diria o Duke...
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